- Autor
- Leonardo Maia Bastos Machado
- Orientador(a)
- Maura Iglésias
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1999
Sócrates é um pensador atípico. Ele nada escreve, nada do que se escreve sobre ele tem valor histórico incontestado. Mesmo assim, graças sobretudo (mas não apenas) ao testemunho platônico, ele transformou-se num divisor de águas da filosofia. Como retornar a ele, porém, se diante de nós erguem-se sua agrafia e atopia? à maneira de Hegel, Kierkegaard e Nietzsche, será preciso entendê-lo não propriamente como um filósofo, mas antes como m personagem filosófico, sempre a ser cria-o e/ou apropriado conceitualmente. Entre a ficção e a realidade, portanto, estabelecer-se-á, para ele, uma vida e um pensamento. Sua vida será como uma inspiração para a vida filosófica. Seu pensamento funda-se sobre dois temas: ele encontra em Erôs uma nova matriz, que vai permitir à filosofia diferençar-se do par que ilumina a cultura grega: Apolo-Dioniso. A ironia privilegiará o buscado ante ao dado, a pergunta antes que a resposta, o pura desconhecimento como ponto de partida.
