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Dissertações

A Antropologia Filosofica de Santo Agostinho no De Trinitate

ANTONIO PATATIVA DE SALES

Dissertação
Autor
ANTONIO PATATIVA DE SALES
Orientador(a)
Marcos Roberto Nunes Costa
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2004
2004ANTONIO PATATIVA DE SALES. A Antropologia Filosofica de Santo Agostinho no De Trinitate. 2004. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ), PB. Orientador(a): Marcos Roberto Nunes Costa.2

O presente trabalho procurou, em A Trindade (De Trinitate) ? obra escrita .entre 399 e 419, por santo Agostinho ?, entender a relação que o autor faz .entre o dogma da Trindade (teologia) e a imagem da Trindade no homem, ser .extraordinariamente dotado de razão que pode, partindo de si mesmo, das .descobertas da (e na) sua própria alma (a razão pensando-se a si mesma), .descobrir o seu causador ? pois descobre que não é, e nem poderia ser, causa .de si mesmo. Verificou-se que, somente conhecendo-se a si mesmo é que o .homem poderá conhecer a Deus, pois na relação corpo e mente há a necessidade .de um terceiro agente: o causador dos dois anteriores ? uma investigação .evidentemente antropológica, e uma descoberta psicológica que, para .Agostinho, desvela-se em uma tríade que exige uma investigação conduzida .tanto pela fides quanto pela ratio (a tradução latina de logos, de razão). A .fé de Agostinho, portanto, é fides quaerens intellectum; fé que, seguindo .uma dialética permanente, não cessa de querer ir além. Não é uma fé que .repousa na subjetividade da experiência pessoal e da revelação da Escritura, .professando um ?creio porque absurdo?, como alguns Padres faziam na sua .época ? elevando a fé e rebaixando a razão ?, e como faria, no futuro, Sören .A. Kierkegaard. Fé e razão, em Agostinho, se unem em favor de um .entendimento que não se limita ao mundo natural, que representa apenas uma .parte (inferior, por sinal) da revelação do Deus trino. O objetivo de todo o .exercício intelectual de Agostinho ? como também, segundo ele mesmo, o fim .principal da filosofia ? é a beatitude, a felicidade que só pode ser .alcançada no encontro do homem, ou da criatura com o seu Criador (Conf., I, .1.1), de onde também é procedente.