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Dissertações

A BANALIDADE DO MAL E A FACULDADE DE PENSAR EM H. ARENDT

Carla Targino de Freitas

Dissertação
Autor
Carla Targino de Freitas
Orientador(a)
Marconi José Pimentel Pequeno
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2011
2011Carla Targino de Freitas. A BANALIDADE DO MAL E A FACULDADE DE PENSAR EM H. ARENDT. 2011. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ), PB. Orientador(a): Marconi José Pimentel Pequeno.3

Hannah Arendt: corpo, alma e espirito. . . . .0 presente trabalho pretende mostrar algumas consideracoes a respeito do capitulo um da obra de Hannah Arendt, A Vida do Espirito, onde, Arendt trata da questao da Aparencia, procurando explicar o mundo fenomenico e o valor do que percebemos, daquilo que esta exposto na superficie; nesse capitulo, a filosofa expoe as dificuldades que estao relacionadas ao que temos em nossa vida psiquica e a relacao entre a alma e o corpo, tratando da aparencia e da ilusao, como tambem do eu pensante. Durante todo texto Arendt dialoga com pensadores de grande importancia no pensamento filosofico, como Descartes, Kant, Merleau-Ponty, dentre outros. Todo o trabalho arendtiano no intuito de explicar a questao da relacao do homem com a verdade, os questionamentos cartesianos acerca dos sentidos, e uma procura para entender o que e o pensar. A pensadora expoe o problema da aptidao do pensamento para aparecer, ou seja, ela tambem se pergunta se pensar e algumas outras atividades do espirito invisiveis e que estao apenas dentro de nos mesmos estao destinadas a aparecer ou se simplesmente elas nao podem se relacionar ao mundo externo, ao mundo fora do corpo. Segundo Arendt, e a propria dimensao de aparencia desse mundo fenomenico que leva a mente humana a acreditar que existe algo que esta para alem disso, que nao seja apenas uma percepcao dos sentidos humanos..No inicio de A Vida do Espirito, Hannah Arendt se questiona sobre a sua saida do ambiente seguro da pesquisa na teoria politica, para adentrar questoes absolutamente filosoficas e de tao dificil acesso como e caracteristico das relacionadas ao espirito humano. Pensamentos que a propria autora ja havia deixado para tras, praticamente depois de sua defesa da tese de doutoramento. A propria Arendt responde a questao feita. Sua volta a filosofia estaria baseada em dois motivos contundentes, um deles teria sido o julgamento de Adolf Eichmann em Israel, que apesar das atrocidades cometidas pelo carrasco nazista de linguagem burocratica, manifestava um comportamento superficial e banal, demonstrava pouca reftexao sobre seus atos maleficos efetuados no passado, o que fez Arendt fugir do estereotipo tradicional do mal como demoniaco; formulando o termo banalidade do ma

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