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Dissertações

A Base Ontológica da Autonomia em Kant e Nietzsche

Rogério Vaz Trapp

Dissertação
Autor
Rogério Vaz Trapp
Orientador(a)
Alvaro Luiz Montenegro Valls
Universidade
UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2004
2004Rogério Vaz Trapp. A Base Ontológica da Autonomia em Kant e Nietzsche. 2004. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS, RS. Orientador(a): Alvaro Luiz Montenegro Valls.2

'A base ontológica da autonomia em Kant e Nietzsche' é, antes de tudo, um esforço para construir um horizonte de co-nexão entre esses dois pensadores. Esse horizonte deve, por sua vez, justificar-se a partir daquele outro horizonte mais amplo, isto é, a partir de uma determinada interpretação da tradição filosófica. O esforço aqui empreendido procura, pois, co-nectar, a partir de uma interpretação do conjunto da obra de Nietzsche, segundo a qual os temas tratados no primeiro e segundo períodos conduzem-no, no terceiro período, a uma crítica radical da cultura, o pensamento desse autor, o pensamento de Kant e a história da filosofia. Para isso, se partimos da crítica à cultura no pensamento de Nietzsche, pelo lado da totalidade do movimento da história da filosofia, apoiamo-nos na interpretação segundo a qual essa crítica identifica-se com a rejeição da configuração ontológica assumida pelo pensamento no ocidente, que se estrutura sobre a base principal de dois pilares: a axiologia e a epistemologia. É precisamente do interior dessa visão histórica que elaboramos nossa compreensão da relação entre Kant e os temas por nós tratados, dentro dos quais a autonomia ocupa lugar central. Porque a autonomia, aqui, diz respeito a um campo de conhecimento, dispensamos-lhe, pois, um tratamento teórico/epistemológico e não prático/axiológico. Também é esse tratamento o quê nos permite fazermos a ponte com os temas propriamente destinados à metafísica, os quais também são de nosso grande interesse. Portanto, chegados ao final, vemos que em Kant, sendo um autor cujo pensamento presta-se a um tratamento inteiramente formal, tal como a tradição 'o que, já desde o início, nos liga a uma totalidade', a idéia de autonomia deixa-se circunscrever inteiramente pelo horizonte da definição conceitual. Todavia isso não ocorre com a filosofia de Nietzsche e 'a base ontológica da autonomia em Kant e Nietzsche', que pretendia, a princípio, apenas expor a estrutura de inteligibilidade que, a nível ontológico, nos permite pensar a idéia de autonomia em ambos aqueles autores, acaba por nos revelar um importante instrumental hermenêutico: a idéia de dominação.