A CATEGORIA DA ALTERIDADE: UMA ANÁLISE DA OBRA ’TOTALIDADE E INFINITO’, DE EMMANUEL LEVINAS
Tiegue Rodrigues
- Autor
- Tiegue Rodrigues
- Orientador(a)
- Ricardo Timm de Souza
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2007
O presente texto tem por objetivo realizar uma análise da obra Totalidade e Infinito (TI), de Emmanuel Levinas, a partir da categoria de “alteridade”. O fio condutor deste projeto concentra-se na questão da possibilidade de podermos encontrar o Outro na sua alteridade. Como problema geral de pesquisa, temos duas questões: a) Porque não se pode objetivar o Outro? b) Qual a possibilidade de pensarmos o Outro na sua “Alteridade” absoluta? O primeiro capítulo faz uma introdução geral ao problema de pesquisa mediante uma análise concentrada nos autores Husserl e Heidegger a partir especialmente da leitura levinasiana da obra de ambos os autores, uma vez que, devido à opção fenomenológica assumida, o entendimento desses autores nos ajuda a compreender melhor a estrutura e o modo de proceder do pensamento de Levinas como um todo. A análise empreendida neste capítulo pretende nos possibilitar uma melhor compreensão do nosso problema central, a categoria da alteridade. O segundo capítulo trata do tema da interioridade em TI. Descrições de noções como Gozo, Economia, Casa, Posse, Trabalho e Feminino foram analisadas a fim de demonstrar as relações do Eu frente ao real, bem como o seu modo de constituição, possibilitando a edificação de um ser separado e aberto à relação com a exterioridade. O terceiro capítulo trata propriamente da categoria da alteridade como tal no pensamento levinasiano, isto é, da abertura à exterioridade que possibilita e fundamenta a ética levinasiana. Nele está exposto o modo pelo qual se dá ou se constrói, no ser, esta abertura, através da análise de categorias como Infinito, Rosto e Exterioridade. Na conclusão, apresentamos uma articulação entre a alteridade e a concepção geral de uma ética proposta por Levinas. O intuito desta articulação é mostrar que, para o autor, o Outro, enquanto expressão do infinito, não pode ser conceitualmente objetivado e, desse modo, a relação com o Outro apenas se pode dar em termos éticos.
