A CIÊNCIA COGNITIVA E SUAS DUAS GRANDES VERTENTES: CONSIDERAÇÕES FILOSÓFICAS SOBRE A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E O CONEXIONISMO.
RONALDO JOSÉ MORACA
- Autor
- RONALDO JOSÉ MORACA
- Orientador(a)
- MARIA EUNICE QUILICI GONZALEZ
- Universidade
- UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO — UNESP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1999
O objetivo desta dissertação é tecer considerações, a partir da perspectiva da filosofia da mente, sobre as duas principais linhas de pesquisa da ciência cognitiva: a inteligência artificial e o conexionismo. A ciência cognitiva, enraizada na mentalidade científica e tecnológica dos nossos dias, propõe modelos explicativos dos processos cognitivos guiando-se pela perspectiva neo-mecanicista. Essa perspectiva situa-se entre o simplismo dos mecanismos artificiais e a complexidade dos seres vivos. Investigamos, inicialmente, as bases histórico-filosóficas da ciência cognitiva a fim de caracterizar com precisão os pressupostos básicos, o domínio e as diferenças entre as linhas de pesquisas existentes nesta nova ciência. Constatamos que dois pressupostos são básicos nesse domínio científico, a saber, a interdisciplinaridade e o emprego de máquinas na elaboração de modelos explicativos da atividade cognitiva. Além destes dois pressupostos, assinalamos que no interior desta nova ciência existem dois programas centrais de pesquisa. Um primeiro que pode ser chamado de representacionista´, pois na explicação da atividade mental a noção de representação é fundamental. Tal programa abriga a inteligência artificial e conexionismo (linhas de pesquisas tratadas nesta dissertação). O segundo programa existente nesta ciência recebe o nome de ciência cognitiva dinâmica´ ou `não representacionista´ e adota como hipótese central de trabalho a rejeição da noção de representação mental na explicação da cognição (este programa de pesquisa será brevemente mencionado nesta dissertação). Em seguida, tecemos algumas considerações a respeito dos modelos da inteligência artificial e do conexionismo. Tais considerações procuram apontar, fundamentalmente, o alcance os limites destes modelos. Concluímos esta dissertação extraindo o que podemos aprender sobre a natureza dos processos cognitivos a partir da ciência cognitiva.
