Voltar para Dissertações
Dissertações

""""A CONCEPÇÃO DE TEMPO EM BERGSON E A SUA RELAÇÃO COM A TEORIA DE RELATIVIDADE DE EINSTEIN""""

DANIEL SIQUEIRA PEREIRA

Dissertação
Autor
DANIEL SIQUEIRA PEREIRA
Orientador(a)
KARLA DE ALMEIDA CHEDIAK
Universidade
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO — UERJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2008
2008DANIEL SIQUEIRA PEREIRA. """"A CONCEPÇÃO DE TEMPO EM BERGSON E A SUA RELAÇÃO COM A TEORIA DE RELATIVIDADE DE EINSTEIN"""". 2008. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): KARLA DE ALMEIDA CHEDIAK.2

A presente dissertação trata da relação entre o conceito de tempo tal como foi pensado pelo filósofo francês Henri Bergson (1859-1941) e pelo físico alemão Albert Einstein (1879-1955). Ambos foram contemporâneos e tiveram a chance de confrontar suas opiniões discordantes sobre a natureza do tempo. Em seu polêmico ensaio Duração e Simultaneidade (1922), Bergson expôs sua teoria sobre tempo, pensado enquanto duração, já levando em conta a teoria da relatividade de Einstein. Nosso objetivo é explicitar os conceitos de tempo em ambos os autores e relacioná-los, considerando os pontos críticos do ensaio de Bergson sobre a relatividade de Einstein. Para tanto, dividimos o trabalho em três partes: a primeira trata da teoria da duração de Bergson em seu pensamento filosófico; a segunda aborda a teoria da relatividade de Einstein a partir da evolução do pensamento físico sob o movimento; e a terceira trata do embate de ambas as teses contidas em Duração e Simultaneidade. As principais conclusões obtidas são: (1) Bergson cometeu um erro em seu ensaio ao tentar transpor sua avaliação sobre a teoria da relatividade especial para a teoria da relatividade geral de Einstein; (2) tal erro não desfaz a tese de Bergson sobre a fundamentalidade da duração em relação ao tempo físico; (3) em sua tentativa de apontar a essencialidade de um tempo puro com respeito a um tempo espacializado, Bergson esbarra nos limites da linguagem conceitual que ele mesmo havia compreendido e denunciado em toda sua obra e (4) ainda assim, permanece a força do pensamento da duração bergsoniano, cujo alcance é tão pouco considerado pela ciência de seu tempo, como pela ciência de hoje. Essas conclusões apontam, tal como proposto por Bergson, para a possibilidade de um trabalho complementar entre filosofia e ciência a partir de uma melhor compreensão de seus respectivos trabalhos. Ademais, a partir de tal trabalho cooperativo, podemos intuir a possibilidade de enxergarmos a realidade do devir-extensivo do universo para além do amálgama espaço-temporal.