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Dissertações

A concepção kantiana de virtude

Hans Magno Alves Ramos

Dissertação
Autor
Hans Magno Alves Ramos
Orientador(a)
Francisco Javier Herrero Botín
Universidade
FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA — FAJE
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010Hans Magno Alves Ramos. A concepção kantiana de virtude. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA, MG. Orientador(a): Francisco Javier Herrero Botín.2

A dissertação busca definir o conceito de virtude na filosofia moral de Kant. Com esse propósito, ele se inicia com uma caracterização da visão kantiana da moralidade, segundo a qual o fundamento desta é a liberdade, a qual, por sua vez, é garantida pelo poder do ser humano de determinar suas ações puramente pela razão. Dado que a vontade humana não recebe influência exclusivamente da razão, mas também de disposições sensíveis, genericamente denominadas como inclinações, a moralidade tem para o homem a forma do dever, e sua capacidade de ser moral, ou seja, a virtude, é definida como a fortaleza que uma pessoa adquire que a torna capaz de vencer suas próprias inclinações para que a razão seja legisladora suprema e também executora de suas ações. Necessárias a essa fortaleza moral e indissociáveis dela são tanto a escolha fundamental por parte da pessoa da lei moral como móbil supremo de sua conduta, isto é, a fundação do próprio caráter, quanto a adoção do bem moral como objetivo seu, sendo tal bem representado por dois fins que também são deveres, a perfeição própria e a felicidade alheia. Definidos os traços essenciais da prática da virtude na existência humana, o texto termina reunindo as principais indicações kantianas concernentes à moralização do homem, entre as quais se destaca a correta exposição da moralidade segundo a pureza de seu princípio e o exercício dum cuidado com o próprio ânimo que o impede de se tornar demasiado dependente das próprias inclinações e suscetível a elas.