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Dissertações

A Constituição da Subjetividade e a ação Ética no Pensamento de Emmanuel Levinas

Maristela de Godoy

Dissertação
Autor
Maristela de Godoy
Orientador(a)
Castor Marí Martín Bartolomé Ruiz
Universidade
UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2004
2004Maristela de Godoy. A Constituição da Subjetividade e a ação Ética no Pensamento de Emmanuel Levinas. 2004. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS, RS. Orientador(a): Castor Marí Martín Bartolomé Ruiz.2

O eu é identidade nessa relação que faz com o mundo e na volta do mundo que é sua casa, ele não tem ponto fixo, um lugar definido para a sua volta, é um ser peregrino no mundo, ser que se lança no mundo, não espera um retorno, aceita o desafio de sair, de não se apropriar, mas de relacionar-se. Neste momento é que o eu inicia a sua identificação com o mundo, não mais num ensimesmamento, mas justamente ao contrário ele transcende ao ir ao encontro do outro, ao relacionar-se com o outro, o verdadeiramente outro. No segundo capítulo abordamos o tema sobre o tempo. Em Lévinas o tempo é diacrônico, quer dizer, não é uma sucessão, não há uma sincronia, posso ter passado, presente e futuro juntos, isso ocorre, segundo nosso autor, através do perdão. Perdão que não é a maneira de se redimir da falta cometida, como se ela não tivesse ocorrido, inocentando o sujeito. Mas, a partir do perdão obtido é possível ter o passado e fazer um presente diferente. Isto só é permitido por causa da alteridade, é o outro que possibilita essa ligação e reconstituição do passado, essa novidade. Ou seja, um presente que é capaz de ligar o futuro e recordar o passado. O presente é uma constante novidade. No terceiro capítulo apresentamos o tema rosto. O rosto é manifestação e novidade sempre, porque ele é infinito e o eu não consegue abarcá-lo, transformá-lo em conteúdo. O sujeito deve acolher o convite que o rosto faz de ser ético, de dizer: 'tu não matarás'. O ser ético Levinasiano é a interpelação para esse aprendizado a partir do desvelamento do outro. Sempre que nos recusamos a esse desvelamento, o respeito ao uno, estamos anulando o outro na sua subjetividade. No quarto e último capítulo apresentamos a religiosidade em Levinas. O reino messiânico é de perfeita justiça entre as pessoas, será resultado dos esforços humanos. O conceito de Deus não é problemático para Levinas, simplesmente porque não é um conceito. Como não podemos esquematizar o outro, menos ainda podemos pensar em colocar Deus dentro de um conceito, como poríamos conceitualizar o infinito? O rosto do outro é um vestígio de Deus