A """"CONTEMPLAÇÃO"""" ENQUANTO RUPTURA COM O """"CONHECIMENTO REFLEXIVO-ABSTRATO"""" - UMA REFLEXÃO SOBRE A MISTAGOGIA JUANCRUCIANA DA """"NOITE ESCURA PASSIVA DO ESPÍRITO""""
MARCELO MARTINS BARREIRA
- Autor
- MARCELO MARTINS BARREIRA
- Orientador(a)
- SÉRGIO LUIZ DE CASTILHO FERNANDES
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO — UERJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1997
Percebemos a ontologia da experiência mística como um desafio para o pensar filosófico, portanto, na Dissertação nos ocupamos da doutrina de Juan de la Cruz com a suspeita de que nela esteja implícita uma filosofia valiosa. Baseando-nos nas obras Juan-crucianas, pudemos ver o processo transformador do """"conhecimento reflexivo-abstrato"""" na """"Noite escura passiva do espírito"""" este tipo de conhecimento é transformado no contexto de uma """"fé - atitude antropológica"""" coroada por uma """"contemplação"""" do Amor Divino. A contemplação acontece nessa dinâmica existencial da pessoa mas também a partir do mesmo modo do ato de autêntica fé: Deus conhecido de um modo obscuro e inevidente. Assim, a ausência e a ruptura com toda espécie de reflexão abstrata e conceitual na intuição contemplativa e sua respectiva atuação direta do entendimento passivo, na medida em que Deus é contemplado com """"objeto"""" imediato da sabedoria - mística, manifesta-se no caráter paradoxal do conteúdo experiencial e poético da mística juancruciana
