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Dissertações

A contemplação estética como ideal do nirvana búdico

RICARDO FARIAS MARTINS LOPES

Dissertação
Autor
RICARDO FARIAS MARTINS LOPES
Orientador(a)
MÁRCIO BENCHIMOL BARROS
Universidade
UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO/MARILIA — UNESP/MAR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012RICARDO FARIAS MARTINS LOPES. A contemplação estética como ideal do nirvana búdico. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO/MARILIA, SP. Orientador(a): MÁRCIO BENCHIMOL BARROS.1

Essa dissertação pretende realizar um estudo que estabelece as possíveis relações existentes entre a Metafísica do Belo e a ética, presentes na obra capital do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788- 1860). Para este propósito .são abordados, de um lado, o livro terceiro de O mundo como vontade e representação (1819), no qual Schopenhauer estabelece a sua famosa teoria da arte; e de outro, o livro quarto, onde o filósofo disserta sobre o problema da .afirmação e negação do querer-viver pela Vontade, chegada à consciência de si. Ao relacionar-se estes dois livros, pretende-se enfatizar o modo como o indivíduo, através do ato da contemplação estética alcança, ainda que temporariamente, o .estado de completa renúncia ao querer-viver, representado pelo que a filosofia oriental denomina de Nirvana. Dentro deste contexto, passamos a investigação dos desdobramentos deste fenômeno estético-ascético como forma de manifestação .artística no século XIX, no caso, o drama musical wagneriano, bem como as raízes ascéticas e niilistas presentes na ética de Schopenhauer, por meio da influência do Budismo indiano antigo, responsáveis ambas pela presença de uma visão oriental da existência, fundamentalmente pessimista, presente a atuante na obra do compositor alemão Richard Wagner (1813-1883)