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Dissertações

A cosmologia especulativa de Alfred North Withehead: sobre os princípios, as causas, a hierarquia e a ordem do universo orgânico.

Ednaldo Isidoro da Silva

Dissertação
Autor
Ednaldo Isidoro da Silva
Orientador(a)
Witold Skwara
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO — UFPE
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2011
2011Ednaldo Isidoro da Silva. A cosmologia especulativa de Alfred North Withehead: sobre os princípios, as causas, a hierarquia e a ordem do universo orgânico.. 2011. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO, PE. Orientador(a): Witold Skwara.1

Dedicada à filosofia do organismo de Alfred North Whitehead, esta dissertação apresenta o fundamento ontológico e as discussões metafísicas sobre as quais se desenvolve o seu sistema. Por isso, analisando seu opus magnum Process and Reality expomos quais são os princípios e as causas e a emergência, a hierarquia e a ordem de seu universo orgânico como ilustração do esquema categorial que ele construiu. Do seu sistema filosófico multidisciplinar estimulado por suas três fases de produção intelectual (lógico-matemática, epistemologia e filosofia da natureza e metafísica), Whitehead apresenta a sua cosmologia especulativa com uma hierarquia ontológica baseada no princípio de inovação e uma hierarquia pragmática estruturada na extensão e na geometria. Na primeira encontramos a Criatividade como única substância e Deus como seu Acidente Primordial que tem duas naturezas: a primordial ou conceitual que é o pólo dos objetos eternos e a conseqüente ou física. A natureza primordial é considerada o universo conceitual e reino das puras potencialidades. Já a natureza conseqüente é identificada com o Mundo, que é o pólo das entidades atuais cujos feelins (sentir) ou preensões físicas e conceituais (suas atividades essenciais) formam os nex?s do mundo e atestam o princípio ontológico de relação e interdependência dos elementos do universo. Por esta experiência que captura e exclui outras entidades, as entidades atuais tomam consistência e formam as concrescências, ou seja, o concreto e a potencialidade e o efetivamente real. Todavia, porque é caracterizada por seus acidentes, a Criatividade e o universo conceitual só existem no universo atual porque Deus através de uma avaliação e síntese unitiva efetiva os objetos eternos em entidades atuais, fazendo-os ingressar de sua natureza primordial para a consequente, pois Whitehead concebe a existência como aquilo que efetivamente é concreto e atual. Por esta especulação cosmológica, a natureza é concebida como experiência e não como simples matéria ou extensão. Já a concepção de mundo como processo orgânico e evolutivo que dela deriva está bem explicitado na hierarquia pragmática de sua cosmologia. Dizendo que a natureza está apta a fazer emergir a vida, a razão e a consciência humana como resposta às transformações e mutações especializadas e estabilizadas das sociedades (grupo de entidades conectadas por sua similitude e que têm funções específicas no organismo), Whitehead reconhece que a origem de seu sistema provém das intuições que obteve a partir das leituras de Platão. Por isso, “atualizando” o Timeu ao discorrer sobre a estrutura da natureza baseada na extensão e geometria, sua cosmologia especulativa tenta conciliar a filosofia com teologia, ciência (física e biologia) e matemática apresentando a gradação do universo físico em cinco sociedades: a de pura extensão, a geométrica, a eletromagnética, a inorgânica e a orgânica.