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Dissertações

A CRÍTICA À NOÇÃO DE DEUS PRÓPRIA DA CONSTITUIÇÃO ONTO-TEO-LÓGICA DA METAFÍSICA TRADICIONAL EM MARTIN HEIDEGGER

Rondnelly Diniz Leite

Dissertação
Autor
Rondnelly Diniz Leite
Orientador(a)
João Augusto Anchieta Amazonas Mac Dowell
Universidade
FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA — FAJE
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012Rondnelly Diniz Leite. A CRÍTICA À NOÇÃO DE DEUS PRÓPRIA DA CONSTITUIÇÃO ONTO-TEO-LÓGICA DA METAFÍSICA TRADICIONAL EM MARTIN HEIDEGGER. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA, MG. Orientador(a): João Augusto Anchieta Amazonas Mac Dowell.2

A presente pesquisa pretende abordar a crítica que Heidegger faz à noção de Deus própria da constituição onto-teo-lógica da metafísica tradicional. Neste sentido, começaremos nossa investigação com uma sucinta contextualização da questão de Deus no pensamento do filósofo, isto é, procuraremos analisar como surge essa questão em seu itinerário filosófico. Feito isso, voltaremos nossa atenção para Sein und Zeit, a fim de tratarmos dos pressupostos que marcarão o procedimento heideggeriano em sua reinterpretação da metafísica. Partindo desses pressupostos, chegaremos à discussão acerca da unidade impensada do pensamento metafísico. Tal unidade é a diferença ontológica, ou seja, a tradição ocidental não pensou o ser em sua diferença com o ente, acabando por confundi-los. Por isso, a metafísica se expressou ao longo da história em sua dualidade estrutural: ela é ontologia porque trata do ser dos entes; e, ela é teologia porque trata do ente divino. Portanto, a metafísica é onto-teo-lógica e a noção de Deus que emerge em tal estrutura é aquela segundo a qual Ele é concebido como causa-sui. Além disso, o fato de o pensamento ocidental ter-se esquecido do ser o conduz necessariamente ao advento do niilismo. Esse evento é uma figura histórica da onto-teo-logia que consuma essa história enquanto intensificação progressiva do esquecimento do ser. De fato, a filosofia de Nietzsche representa o último enredamento na metafísica, porque concebe o ente enquanto tal como vontade de poder. Nesse pensamento, o mundo supra-sensível perde seu valor e nele se denuncia esse vazio teológico através da sentença “Deus está morto!”.