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Dissertações

A crítica da sociedade como núcleo temático do jovem marx - uma leitura das obras de 1839 a 1844

ELÓI PEDRO FABIAN

Dissertação
Autor
ELÓI PEDRO FABIAN
Orientador(a)
Hans-Georg Flickinger
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2002
2002ELÓI PEDRO FABIAN. A crítica da sociedade como núcleo temático do jovem marx - uma leitura das obras de 1839 a 1844. 2002. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Hans-Georg Flickinger.2

O problema do jovem Marx, quando da discussão com os 'jovens hegelianos' na polêmica teórica com Hegel, é encontrar um método filosófico que lhe possibilite efetuar uma crítica transformadora da sociedade. No decorrer da evolução intelectual de suas obras de juventude (1839-1844), percebemos um constante jogo de impasses de amor/ódio, tanto com relação à filosofia dialética de Hegel, como em relação à teoria materialista de Feuerbach. Recordamos ainda o fato de que Marx conta nesse momento com outras influências determinantes para suas abordagens, provenientes da economia política inglesa, do socialismo e do comunismo francês e dos 'jovens hegelianos'. É no processo do desenvolvimento polêmico e influente dessas diferentes fontes teóricas que a sua especificidade filosofica ficará evidente, e será o pressuposto implícito da crítica à sociedade, tanto no nível do Estado e Sociedade civil, como à economia política. Por conseguinte, desse período consideramos oportuno mencionar dois momentos:..1º) De 1839 a 1843 - da Dissertação à Introdução à crítica da filosofia do direito de Hegel: nestas obras Marx concentra uma abordagem crítica ao Estado e à Sociedade civil burguesa. Numa discussão muito próxima à Filosofia do direito de Hegel, o filósofo de Trier pretende mostrar a lógica implícita ao Estado liberal, completamente conivente e favorável à uma atitude acumulativa e irresponsável por parte da Sociedade civil. Em relação ao filósofo de Berlim, Marx cultiva uma atitude de crítica e apropriação já que encontra na Filosofia do direito 'a exposição verdadeira do Estado moderno'. Apoiado às descobertas de Feuerbach, pretenderá projetar a filosofia alemã num instrumento de práxis de transformação social. ..2º) De 1843 a 1844 - Manuscritos econômico-filosóficos: através desta obra Marx aprofunda sua crítica, resultado do seu primeiro encontro com as teorias da economia política inglesa, e julga estar justamente na economia política a essência da Sociedade civil e com isso, o fato de que toda e qualquer tentativa de uma mudança social efetiva implica necessariamente na transformação estrutural da economia. Através da dialética fenomenológica de Hegel o nosso filósofo reconstrói a lógica da produção que pode ocorrer na forma de apropriação (Aneignung) ou de alienação (Entfremdung). Com esses passos Marx decretará sua ruptura com Feuerbach e os 'jovens hegelianos'.O mérito do jovem pensador nesse momento intelectual está em catalizar as diferentes fontes teóricas rumo à crítica da sociedade e do agir político, a fim de encontrar o sujeito perdido nas determinações da economia política.