- Autor
- FLAVIO LUIZ TEIXEIRA
- Orientador(a)
- Monique Hulshof
- Universidade
- UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU — USJT
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
David Hume é considerado um dos grandes filósofos do Iluminismo e o maior representante do empirismo inglês, corrente do pensamento que advoga que apenas podemos conhecer aquilo que entra em contato com nossos sentidos através da experiência. Para Hume, a filosofia deveria então ser baseada em nossas observações cotidianas, sendo útil ao homem, tentando afastar ao máximo as incertezas, que apenas fariam aumentar a superstição. A superstição e o fanatismo vão encontrar na religião sua maior aliada, sendo certo que esta ainda tem o inconveniente de interferir diretamente na vida humana, ditando condutas e até mesmo atentando contra a vida de indivíduos. Desta forma, Hume passa a criticar a religião, demonstrando que suas origens estão localizadas em nossa natureza humana muito mais que em um suposto ente sobrenatural divino. Ademais, a existência de tal divindade não poderia ser comprovada através do conhecimento humano, uma vez que não temos nenhuma experiência do mesmo. Não sendo possível considerar a religião a detentora de verdades absolutas, passaria ela a ser um ato de fé pessoal, uma escolha do indivíduo e não uma obrigação imposta. Entretanto, se a religião já não pode reclamar uma legitimidade para ditar nosso comportamento moral, criar-se-ia um vácuo que deve necessariamente ser preenchido, e Hume vai encontrar o fundamento para nossa moralidade novamente em nossa natureza humana. É através de nossos sentimentos, mais precisamente de nossa simpatia para com nossos semelhantes, que atingiremos uma moral laica e universal, justamente porque baseada em nossa natureza humana e não em dogmas, que divergem em cada religião.
