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Dissertações

A crítica de Hegel ao realismo ingênuo

Rafael Claudio Guisolfi

Dissertação
Autor
Rafael Claudio Guisolfi
Orientador(a)
Eduardo Luft
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005Rafael Claudio Guisolfi. A crítica de Hegel ao realismo ingênuo. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Eduardo Luft.4

O senso comum sempre foi de interesse filosófico tanto para Hegel como para os demais filósofos. Seja para superá-lo seja para compreendê-lo, criticá-lo ou analisá-lo, o senso comum sempre se faz presente em teorias filosóficas. No presente trabalho, pretende-se analisar o senso comum segundo uma de suas formas específicas, a saber, o realismo ingênuo conforme a exposição feita por Hegel em sua obra Fenomenologia do espírito. Esta análise pretende demonstrar os motivos pelos quais este filósofo crítica o realismo ingênuo e por que instaura a necessidade de que o mesmo seja superado. Não obstante, o que se tem em vista não é apenas a crítica de Hegel ao realismo ingênuo em sua superficialidade, mas, de outra forma, quer-se, a partir da crítica ao realismo ingênuo, estabelecer elementos que possam vir de encontro com o projeto filosófico hegeliano. Para tanto, será acompanhado o itinerário filosófico da Fenomenologia desde a sua Introdução até a superação da certeza sensível que se dá na percepção, uma vez que é na certeza sensível que o realismo ingênuo aparece. A Introdução apresenta os elementos fundamentais para que o movimento da obra se realize, apontando assim para os objetivos filosóficos da obra e suas conclusões. No capítulo que leva o título de Certeza sensível é onde de fato o movimento de crítica e de superação do realismo ingênuo. Nesta parte, o movimento fenomenológico guiado pela consciência inicia, e o objetivo é testar os conhecimentos desde os mais ínfimos até os mais sofisticados para ver qual pode ser entendido como saber absoluto. O realismo ingênuo enquadra-se na categoria saber inferior o qual deve ser testado, criticado e se possível superado. Este trabalho procura acompanhar este movimento, que enquanto crítica se encerra no capítulo seguinte cujo título é Percepção. Com a exposição destes elementos quer se apresentar como Hegel efetiva a crítica ao realismo ingênuo, mas para além disso também apresentar para onde tal crítica pode indicar, isto é, pretende-se estabelecer alguns elementos que expressam de forma geral a maneira hegeliana de fazer filosofia. Esta última tarefa se dá na medida que se comparam as teses expostas na Introdução com o desenvolvimento das mesmas no movimento da consciência.