A Crítica do Empirismo Lógico às Noções Kantianas de Analítico e Sintético
Angelo José Sangiovanni
- Autor
- Angelo José Sangiovanni
- Orientador(a)
- Abel Lassalle Casanave
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA — UFSM
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2002
Nesta dissertação se examinam algumas críticas do Empirismo Lógico ao conceito kantiano de juízo sintético a priori, como parte de seu programa de eliminação da metafísica. Não há, portanto, lugar para juízos sintéticos a priori. É sustentado neste trabalho que as críticas dos empiristas lógicos à distinção kantiana entre conhecimento a priori e conhecimento empírico, entre verdade necessária e verdade contingente, e a distinção entre verdades analíticas e sintéticas, partem do pressuposto que a formulação kantiana é subjetiva ou psicologista. E, também, apresenta-se o caminho para a defesa dessas noções de Kant: é mostrado que as críticas do empirismo lógico se apoiam, em primeiro lugar, na equivalência entre analítico e a priori, equivalência às mais das vezes postulada do que efetivamente demonstrada; em segundo lugar, e agora especificamente em relação à matemática, o empirismo lógico concebe a esta última sob o prisma unilateral da manipulação simbólica num sistema formal axiomático. Por certo, se podemos atribuir unilateralidade ao empirismo lógico em função do hiperdimensionamento da manipulação simbólica que sustenta sua visão da matemática, não é menos certo que em Kant encontramos uma contrapartida não menos unilateral, a saber, o descaso para com a mencionda manipulação, cuja importância na constituição do conhecimento matemático é impossível de ignorar.
