A CRÍTICA DO NATURALISMO NA FILOSOFIA BRASILEIRA DO SÉCULO XIX
RACHEL HELENA DA SILVA BRITO
- Autor
- RACHEL HELENA DA SILVA BRITO
- Orientador(a)
- LUIZ ALBERTO CERQUEIRA BATISTA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2006
A filosofia brasileira do século XIX é uma crítica do “espírito positivo” então representado pelo positivismo e pelo naturalismo. Tobias Barreto e, especialmente, Raimundo de Farias Brito encontram-se numa posição francamente oposta à concepção que visava explicar o psíquico, a consciência, segundo o método matemático-experimental das ciências naturais. Pondo-se de acordo com Bergson, Farias Brito propôs uma psicologia transcendente, que entendemos aproximar-se da fenomenologia de Husserl, como método próprio da filosofia para dar conta dos fatos de consciência. A maneira independente como abordou a questão, bem como a universalidade e a atualidade do problema em pauta, levou-nos a concluir que a filosofia nasce e se desenvolve no Brasil em função da necessidade primordial da consciência de si como espírito.
