- Autor
- CARLA VALÉRIA DE AVILA GALLEGO
- Orientador(a)
- ESTER VAISMAN
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2002
O presente trabalho trata da crítica marxiana à política no período de 1843 a 1848. Partindo do resultado fundamental da Crítica à Filosofia do Direito de Hegel, procurou-se mostrar que as teses dos Anais Franco-alemães e do Vorwarts constituem desenvolvimentos que aprofudaram a questão da determinação da sociedade civil sobre o Estado, de modo que as ações políticas se apresentam como ineficazes para a solução dos problemas sociais. Após a identificação do caráter determinante da sociedade civil sobre a esfera política, procurou-se, então, analisá-la em suas relações materiais a partir das categorias que regem o modo moderno de produção. Em primeiro lugar, a propriedade privada se destaca como responsável pela reprodução da alienação social e o Estado aparece como representante ilusório da sociabilidade humana que não se realiza pelas efetivas relações sociais. Em segundo, pelo aprofundamento da análise da sociedade civil, a divisão do trabalho aparece como determinante da moderna estrutura social que, por sua vez, se configura pelo conflito e dominação de classe. Por conseguinte, o Estado se ergue como esfera abstrata, representando o 'interesse geral' que, em última instância, consiste no interesse da classe dominante. Desse modo, concluiu-se que o Estado e a política constituem esferas que alienam as potências sócio-humanas, ou seja, são esferas engendradas e mantidas pelos defeitos intrínsecos à própria formação social.
