A Dialética de Platão - Uma análise epistemológica dos livros VI e VII da Politéia: a linha dividida e a alegoria da caverna
LUTECILDO FANTICELLI
- Autor
- LUTECILDO FANTICELLI
- Orientador(a)
- Jayme Paviani
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2000
O presente estudo investiga a dialética platônica e, mais especificamente, a dialética dos livros VI e VII da Politéia (ou República). Os objetos da pesquisa são as alegorias da Linha Dividida e da Caverna, nas quais se localizam, por assim dizer, o foco dessa dialética. A Dialética platônica é precedida pela dialética socrática, utiliza como recurso pedagógico uma série de alegorias que Platão expõe no decorrer do diálogo e passa, principalmente, pela construção da sua cidade ideal. Essa cidade é analisada tendo como finalidade a psyché humana, com a qual possui semelhanças. A Linha Dividida está inteiramente relacionada com a alegoria da Caverna e, analogamente, com a do Sol. Este, enquanto significa a forma Bem, está presente na Linha Dividida, a qual, com seus diversos graus ontológicos, corresponde na alegoria da Caverna às distintas fases da escalada epistemológica. Desenvolvemos os principais capítulos de acordo com o desdobramento do próprio Platão, isto é, analisando particularmente cada segmento da Linha Dividida. No decorrer do livro VII, Platão trabalha os quatro segmentos da Linha Dividida, mas, em maior escala, os dois que compreendem a esfera do supra-sensível e simultaneamente a forma do Bem.
