Voltar para Dissertações
Dissertações

A Dimensão da Socialidade na Ética Kantiana e sua Recepção na obra Princípios da Filosofia do Direito de Hegel

Rejane Margarete Schaefer Kalsing

Dissertação
Autor
Rejane Margarete Schaefer Kalsing
Orientador(a)
Marcelo Fernandes de Aquino
Universidade
UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2003
2003Rejane Margarete Schaefer Kalsing. A Dimensão da Socialidade na Ética Kantiana e sua Recepção na obra Princípios da Filosofia do Direito de Hegel. 2003. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS, RS. Orientador(a): Marcelo Fernandes de Aquino.2

NOTA DA COORDENAÇÃO: Esta Dissertação estava ligada ao Projeto de Pesquisa do Prof. Dr. Marcelo Fernandes de Aquino, """"História, Linguagem, Transcendência"""" que concluiu em dezembro de 2002. A Dissertação foi defendida em fevereiro de 2003, e por este motivo não aparece vinculada a nenhum Projeto de Pesquisa, uma vez que dois meses antes o Projeto do Orientador terminara.....O objeto da presente dissertação é a Ética kantiana, focalizando a dimensão social da mesma e como essa """"dimensão"""" foi recebida na obra Princípios da Filosofia do Direito de Hegel. Como é notório, uma das críticas que a Ética kantiana recebeu de Hegel foi em relação à sua dimensão social. No sentido de responder a essa crítica, tenta-se através da própria obra de Kant, especificamente a Fundamentação da Metafísica dos Costumes, e de obras de dois de seus estudiosos, a saber, Javier Herrero e Valerio Rohden, argumentar que essa crítica pode ser um mal-entendido. Assim, o primeiro capítulo deteve-se na análise de escritos desses dois estudiosos, os quais ocupam-se da questão da dimensão da socialidade na Ética kantiana, sobretudo na obra Fundamentação da Metafísica dos Costumes. O segundo capítulo ocupou-se com essa obra propriamente dita. Nele se fez uma exposição da obra como um todo e das possibilidades que a mesma apresenta para a inferência de uma dimensão de socialidade na Ética kantiana. O terceiro e último capítulo expôs as críticas de Hegel referentes à dimensão de socialidade naquela Ética, tal como elas se apresentam na obra Princípios da Filosofia do Direito e tentou elaborar uma contra-argumentação em favor de Kant. Assim, chegou-se à constatação de que o próprio instrumental teórico de Kant pode desfazer a interpretação de que à sua Ética falta uma dimensão social. Através da chamada """"fórmula da humanidade como fim em si"""" e da """"fórmula da vontade legisladora universal"""" contatou-se, primeiro, que Kant não concebe a Ética num sentido solipsista, mas que, ao contrário, considera o homem sempre e simultaneamente em sua relação com todos os demais; segundo, que Kant não concebe a vontade como vontade individual somente e sim ao mesmo tempo como vontade universal e que, portanto, a Ética kantiana tem uma dimensão de socialidade e, por último, que uma interpretação que diverge da acima pode ser um mal-entendido.