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Dissertações

A DIMENSÃO DIONISÍACA DO UNO-PRIMORDIAL NOS.PRIMEIROS ESCRITOS DE NIETZSCHE

Haroldo Osmar de Paula Júnior

Dissertação
Autor
Haroldo Osmar de Paula Júnior
Orientador(a)
Antonio Edmilson Paschoal
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ — PUC/PR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2006
2006Haroldo Osmar de Paula Júnior. A DIMENSÃO DIONISÍACA DO UNO-PRIMORDIAL NOS.PRIMEIROS ESCRITOS DE NIETZSCHE. 2006. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ, PR. Orientador(a): Antonio Edmilson Paschoal.2

O presente trabalho é uma investigação sobre a dimensão dionisíaca na tragédia grega, encontrada na produção filosófica do jovem Nietzsche, no período entre 1870 e 1876. Tem como ponto de partida uma reflexão sobre a Teoria do Uno-primordial e sua natureza dionisíaca, apresentada especialmente em O nascimento da tragédia (1872). A arte trágica é apontada pelo filósofo como fundamento de uma experiência autêntica, vivida pelos gregos da Antiguidade, e que configura uma atitude afirmativa da vida, frente à inexorável experiência de dor e contradição originários. A metafísica de artista tem na coexistência das duas pulsões da vida, representadas pelos deuses Apolo e Dionísio, em constante oposição, a dinâmica que corresponde à construção e à destruição, à dor e ao prazer, à consciência e à embriaguez, que caracteriza o Uno-primordial. Ao analisarem-se os pressupostos que sustentam os escritos do primeiro Nietzsche, em relação a este tema, constatou-se a interface necessária entre a temática em torno do nascimento e da morte da tragédia grega, em especial à expulsão da música do palco trágico e a crítica à racionalidade conceitual instaurada por Sócrates. Nietzsche sustenta que a intuição é o instrumento do filósofo para conceber a dimensão estética e primitiva do Uno-primordial, em sua irracionalidade e tragicidade, assumindo a aparência como mais importante que a essência, justificando o mundo como fenômeno estético e apresentando Dionísio, deus da embriaguez, do inconsciente e da desmesura, como força plasmadora do universo. Nesta pesquisa, o diálogo entre Nietzsche e a civilização grega présocrática aponta para um filósofo que avalia a cultura e a própria existência a partir da ótica da arte. Percebeu-se seu esforço em justificar a vida a partir da perspectiva estética encontrada na arte trágica e a ênfase dada à dimensão dionisíaca do Unoprimordial.

Palavras-chave: