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Dissertações

A DURA PASSAGEM À UNIVERSALIDADE SINGULAR DO CIDADÃO: ENTRE O BOURGEOIS E O CITOYEN

Sérgio Guilherme Santos Portella

Dissertação
Autor
Sérgio Guilherme Santos Portella
Orientador(a)
Marcelo Fernandes de Aquino
Universidade
UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010Sérgio Guilherme Santos Portella. A DURA PASSAGEM À UNIVERSALIDADE SINGULAR DO CIDADÃO: ENTRE O BOURGEOIS E O CITOYEN. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS, RS. Orientador(a): Marcelo Fernandes de Aquino.2

Este trabalho tenciona analisar, segundo as perspectivas fenomenológica, lógica e noológica que perfazem a filosofia de Hegel, o percurso social de autorealização do indivíduo moderno. Nosso objetivo é demonstrar que a realização das potências subjetivas individuais depende de um mecanismo que conduza a intencionalidade fenomenológica ao encontro da própria idealidade lógica. Pois, compreendido como a injunção dos binômios ‘autonomia subjetiva e emancipação econômica’ e ‘dependência intersubjetiva e carência material’, este indivíduo: segundo a perspectiva fenomenológica, tanto tem assegurado pelo itinerário de formação da cultura ocidental o saber de si através do outro, portanto, o experienciar do espírito mediante seu saber da própria liberdade; como, ao sair de si, colhe o desagrado da intersubjetividade abstrata, se abnega e necessita que a mediação universal protagonize seu perdão; mas, segundo a perspectiva lógica, tendo experienciado a espiritualidade do mundo e conferido-lhe o papel de manifestação do Absoluto, inflexiona seu saber e adquire ciência do ser relativo ser perpassado pela necessidade absoluta a qual instancia para protagonizar sua dura passagem à liberdade; pelo que, noologicamente, o indivíduo encontra na expressão científica do Estado as condições de fundamentar seu agir na inteligibilidade de um meio intersubjetivo constituído segundo a identidade das necessidades e liberdades, formais e concretas, dos particulares. Esta perspectiva, própria ao Estado, ao emular a atitude ética do indivíduo moderno segundo condições produzidas pela razão, integra a intencionalidade fenomenológica do burguês à inteligibilidade lógica do cidadão e torna a aprendizagem social o caminho de desvelo da liberdade na necessidade.