- Autor
- BRUNO BATISTA PETTERSEN
- Orientador(a)
- ERNESTO PERINI FRIZZERA DA MOTA SANTOS
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2006
O objeto desta dissertação é a Epistemologia Naturalizada de Quine. No primeiro capítulo, nós investigamos sua origem dentro da tradição empirista. Examinamos a teoria naturalista de David Hume e a agenda reducionista para a filosofia da ciência de Rudolf Carnap. A epistemologia de Quine emerge da crítica destas posições. O segundo capítulo é um exame detalhado do clássico artigo “Epistemologia Naturalizada” (1969) de Quine. Nós começamos pela a apresentação da crítica de Quine do conceito de “significado empírico”, e então mostramos como esta crítica leva Quine à sua própria versão de uma epistemologia empirista. Sua epistemologia naturalizada tem dois pontos fundamentais, ambos reformulados a partir da tradição: (1) naturalismo – a epistemologia se torna um capítulo das ciências naturais, tal como a psicologia – e (2) uma versão do empirismo na qual a verificação de uma sentença ou uma teoria pode ser feita apenas de um modo holista. O terceiro capítulo tem como foco as críticas ao projeto de Quine. Nós apresentamos quatro críticas, duas próximas de Quine, por Jaegwon Kim e Donald Davidson, e duas de um ponto de vista mais distante, por Laurence Bonjour e Barry Stroud. No final deste capítulo, nós iremos sugerir respostas quineanas a estas críticas.
