- Autor
- Rogério Foschiera
- Orientador(a)
- Carlos Roberto Velho Cirne Lima
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
O presente trabalho situa Charles Taylor na atual conjuntura filosófica e diante dos principais problemas que subjazem aos grandes impasses da contemporaneidade. O foco central é o problema ético. Compreendendo as marcas fundamentais do autor e as conexões entre identidade e bem, percebe-se que daí decorre o que ele denomina de ética da autenticidade e seu desdobramento na política. Subjaz à sua ética uma ontologia e da ética decorre uma ação política. No conjunto, vemos o individual - a autenticidade - sendo mediador entre o universal - o bem, o ontológico - e o particular - a cultura, a esfera pública...Charles Taylor assume uma posição claramente distinta dos neotietzschianos e também dos kantianos, particularmente de Habermas. Sua ética da autenticidade fundamenta o dever-ser na historicidade sem cair na falácia naturalista. As proposições normativas não são deduzidas das descritivas. A história vale como portadora de sentidos maiores que o eu e de configurações que abrangem uma identidade que é corpórea, dialógica e que se articula como sentido de sociedade, de cultura, de moralidade e de bem. A ética da autenticidade se constrói sobre as bases de uma antropologia que conjuga história, identidade e bem. Dessa ética decorre um sentido de sociedade que inclui reconhecimento e multiculturalismo.
