“A existência protocristã como modelo ôntico da determinação ontológica do Dasein no ser e tempo de M. Heidegger”
Celso Luis Welter
- Autor
- Celso Luis Welter
- Orientador(a)
- João Augusto Anchieta Amazonas Mac Dowell
- Universidade
- FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA — FAJE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
Esta dissertação tem por finalidade elaborar a estrutura ontológico-existencial utilizada por Heidegger para compreender o Dasein em “Ser e Tempo” em seus dois momentos centrais que o estruturam ontologicamente como um todo: a responsabilidade pelo próprio ser e o ser-para-a-morte. Trata-se de mostrar, principalmente, que essa estrutura ontológica foi retirada da experiência ôntica da existência protocristã. Acreditamos que Heidegger assumiu a estrutura ontológica da existência, subjacente à experiência ôntica da vida cristã, para determinar ontologicamente o Dasein como existência fáctica responsável pelo seu ser. O caminho filosófico de Heidegger se constitui desde o ínicio na busca de uma forma alternativa de recolocar a questão do ser frente a sua determinação metafísica, enraizada no ente intramundano, que, na concepão de Heidegger, é insuficiente e historicamente se constitui como esquecimento do ser. Nesse caminho, o ente privilegiado e que deve ser tomado como aquele que abre o caminhar rumo ao ser, é o Dasein. A determinação ontológico-existencial do Dasein feita a partir do modelo ôntico descoberto no protocristianismo, como já vimos é a responsabilidade, isto é, sendo, o Dasein é o único responsável pelo seu ser. Nesse sentido, a definição ontológico-existencial do Dasein o abre à responsabilidade de assumir propriamente o seu ser a partir do horizonte da sua finitude como ser-para-a-morte. É, pois, a morte que o liberta das suas determinações intramundanas e o lança na direção do cuidado de si. Dessa forma, cabe a ele a responsabilidade pelo seu ser.
