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Dissertações

A EXPOSIÇÃO METAFÍSICA DO ESPAÇO NA ESTÉTICA TRANSCENDENTAL

Robson Costa Cordeiro

Dissertação
Autor
Robson Costa Cordeiro
Orientador(a)
Miguel Antonio do Nascimento
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2002
2002Robson Costa Cordeiro. A EXPOSIÇÃO METAFÍSICA DO ESPAÇO NA ESTÉTICA TRANSCENDENTAL. 2002. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ), PB. Orientador(a): Miguel Antonio do Nascimento.2

A exposição metafísica vai constituir o núcleo central da Estética Transcendental, pois é aqui aonde Kant vai tentar provar que as representações do espaço e do tempo são intuições a priori, constitutivas da nossa faculdade receptiva, a sensibilidade. Tentando ser o mais suscinto possível, poderíamos afirmar que toda a exposição metafísica consistirá, basicamente, numa interlocução de Kant com Newton e Leibniz, e na sua tentativa de apresentar uma terceira solução para o problema do espaço e do tempo, solução essa que se opõe a dos seus interlocutores. .. O nosso trabalho pretende examinar os argumentos utilizados por Kant apenas na exposição metafísica do espaço, argumentos esses que visam demonstrar o caráter a priori e intuitivo dessa representação. Os dois primeiros argumentos - que vão de encontro à concepção de Newton segundo a qual o espaço é uma entidade real e absoluta, que existe independentemente das coisas - visam demonstrar que o espaço é a priori, e que, portanto, não está nas próprias coisas nem existe independentemente delas, mas sim constitui uma das formas da nossa faculdade transcendental sensível. Já o terceiro e quarto argumentos - que vão de encontro à concepção de Leibniz segundo a qual o espaço é um conceito de relações (de coexistência) entre as coisas - visam mostrar que a representação do espaço é uma intuição e não um conceito abstraído da ordem ou relação dessas coisas entre si. .. Ao tentar refutar as teses de Newton e Leibniz, Kant pretende instalar uma filosofia transcendental do espaço, aonde este último se constituiria em uma das formas da nossa sensibilidade (a outra seria o tempo), que organizaria o múltiplo das sensações em relações de coexistência. As coisas em si mesmas, pois, não nos seriam dadas espacialmente; nós é que teríamos a capacidade de organizá-las no espaço, de acordo com a disposição da nossa faculdade sensível. O sucesso da argumentação desenvolvida por Kant na exposição metafísica é, pois, fundamental, tanto para a sua teoria da aprioridade do espaço, como também para a sua concepção da incognoscibilidade da coisa em si.