A fenomenologia da imaginação em Jean-Paul Sartre, caminho para uma interpretação estética da liberdade
ROZANGELA GONTIJO
- Autor
- ROZANGELA GONTIJO
- Orientador(a)
- EMÍLIO CÉSAR PEREIRA REZENDE
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
Em seu tratado O Ser e o Nada, Sartre se refere explicitamente a uma liberdade absolutamente necessária: """"O homem é condenado a ser livre"""". No nível do desenvolvimento fenomenológico, todas as condutas humanas revelam a consciência intencional e a impossibilidade de coincidência entre o Em-si (as coisas) e o Para-si (a consciência). A análise dessa impossibilidade própria à realidade humana é efetuada também em O Imaginário em que o estatuto ontológico da imagem é elucidado. Em O Imaginário Sartre desenvolve a função irrealizante da consciência imaginante, que apresenta seu objeto como ausente, em oposição à consciência perceptiva que coloca seu objeto como presente e real. Nessa obra, na conclusão, Sartre diz que as artes seriam o lugar priivilegiado para um encontro entre o Para-si e o Em-si. A relação da consciência com o objeto estético é um choque, um reencontro e esta concepção exemplifica a liberdade total e absoluta.
