A figura alada de Dürer e o anjo de Klee .Sentidos de melancolia em Walter Benjamin
Benedito Elói Rigatto
- Autor
- Benedito Elói Rigatto
- Orientador(a)
- Maria Terezinha de Castro Callado
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ — UECE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
Este trabalho procura revelar a centralidade de melancolia no pensamento de Walter Benjamin e a extensão de sentidos desta categoria. A escolha de textos significativos para a análise deste tema possibilita revelar as contradições do estado de espírito melancólico, que oscila entre apatia, inércia, indefinição e visão crítica para a tomada de posição ante a história-catástrofe. Tais conflitos Benjamin encontra na linguagem alegórica do Barroco e na obra dos poetas da modernidade capitalista, como o fundamento de sua crítica da cultura. Baudelaire e Proust constituem novas formas linguísticas de representação alegórica sobre o cotidiano das sociedades contemporâneas. Na imanência de um mundo de ruínas, a alegoria é, para o melancólico, a única linguagem possível, presente no Barroco como jogo da melancolia (Trauerspiel). Memória e experiência surgem como instrumentos que o artista, o filósofo, o historiador materialista dispõem para enfrentar a degeneração do tempo histórico homogêneo e vazio. O historiador materialista, no estado melancólico de profunda meditação, junta os cacos do que foi destruído e constrói um mosaico de novas significações.
