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Dissertações

A Filosofia do Corpo em Merleau-Ponty: Uma Leitura da Fenomenologia da percepção

Lígia Silva de Quevedo

Dissertação
Autor
Lígia Silva de Quevedo
Orientador(a)
Jayme Paviani
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2001
2001Lígia Silva de Quevedo. A Filosofia do Corpo em Merleau-Ponty: Uma Leitura da Fenomenologia da percepção. 2001. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Jayme Paviani.2

Através de uma leitura interpretativa do conceito de corpo próprio em Merleau-Ponty, busca-se esclarecer de que modo é postulado o corpo conforme a fenomenologia do filósofo francês. Trata-se do questionamento acerca da legitimidade do conceito de corpo, em que é fundamental para se chegar à gênese do conhecimento. Busca-se esclarecer a noção de corpo, bem como os conceitos que a ele se vinculam: percepção, mundo, intencionalidade e carne; que foram investigados por Merleau-Ponty não para fundar um sistema acabado. Em Merleau-Ponty a filosofia é ambigüidade, isto significa que a partir da tensão entre dois pólos - sujeito e objeto, consciência e mundo - possibilita, naquele que se interroga, uma abertura ao mundo e a um sentido, e a partir de então, renasce a idéia de que a filosofia se faz e refaz numa dinâmica sem estagnações. Assim, trata-se de uma fenomenologia do corpo, de caráter existencial, na qual propõe diferenciar seus propósitos de uma fenomenologia transcendental da consciência. Merleau-Ponty tem o corpo próprio como uma fonte de significações, no qual o sentido não se distancia das experiências vividas de um sujeito encarnado. Tenta superar, então, o conceito de ego cogito de Husserl e estabelece, para isso, a noção de um cogito tácito, no qual o sujeito existencial se enlaça com o universo das coisas de modo que as compreende, devido a sua condição de ser no mundo. Mas, este corpo - que contém elementos de um idealismo que se quer superar - se metamorfoseia e se distende para um novo sentido e com novas qualidades, a saber a noção de corpo-carne, de onde reconheceremos a carnalidade do corpo e do mundo, nas quais irão possibilitar o retorno às origens e a melhor compreensão do ser humano consigo mesmo e com o mundo.