A Formação do trabalho (Bildung) e o trabalho da formação (Formieren): a educação da consciência desde a """"certeza sensível"""" até a """"dominação e escravidão"""", na obra Fenomenologia do Espírito de Hegel - 1807
CLEUDIO MARQUES FERREIRA
- Autor
- CLEUDIO MARQUES FERREIRA
- Orientador(a)
- LEONARDO ALVES VIEIRA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
Este estudo se propõe percorrer a Formação do Trabalho e o Trabalho da Formação: a educação da consciência desde a """"Certeza Sensível"""" até """"Dominação e Escravidão"""". A consciência natural, no seu itinerário de formação, mergulha na dúvida e no desespero por não haver congruência entre seu saber e a verdade do objeto. Desse modo, a formação do trabalho da consciência está na relação de experiência entre o seu saber e a verdade que perpassa pelas figuras da Certeza Sensível e da Percepção, até a Força e o Entendimento. Nesta última figura inicia-se o processo da subjetividade, no qual há uma identificação entre o saber do sujeito com o saber do objeto que se desdobram em duas consciências-de-si. Assim, passa-se pelo trabalho da formação em que uma consciência, submetida à vida, põe-se a trabalhar no fabrico do objeto para servir ao seu senhor, uma vez que perdeu o seu ser-para-si na luta de vida e morte. O processo de reencontro do para-si do escravo e a intuição da sua intrepidez passam pelo medo absoluto da morte, pelo servir e pelo trabalho, sendo que é nesse último que ele implementa o reencontro do seu para-si, quando interioriza o seu para-si e exterioriza a criação da forma do objeto pelo trabalho, substituindo o objeto rústico pela criação, a qual ele contempla como sinal de seu ser no mundo. Tem-se, assim, o formar (Formieren), enquanto o processo do trabalho, que se apresenta como um dos estágios da formação (Bildung).
