A Fundamentação Metafísica do Princípio Responsabilidade em Hans Jonas
Wendell Evangelista Soares Lopes
- Autor
- Wendell Evangelista Soares Lopes
- Orientador(a)
- Francisco Javier Herrero Botín
- Universidade
- FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA — FAJE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
O presente trabalho tem como escopo apresentar a fundamentação metafísica do princípio responsabilidade de Hans Jonas. Para tanto delimitamos duas partes para a apresentação: a primeira problematiza a empresa de uma fundamentação metafísica da ética como a de Jonas em vista das questões da contemporaneidade. Tentamos mostrar a necessidade e possibilidade da metafísica em detrimento do niilismo e da visão fortemente científico-técnica de nosso tempo. A segunda parte do trabalho apresenta mais propriamente a fundamentação metafísica da ética de Jonas. Busca-se mais especificamente mostrar como Jonas tem diante de si dois enigmas fundamentais para a sua reflexão: o “enigma da criação” e o “enigma da subjetividade”, e como a partir daí ele pensa o valor absoluto do Ser frente ao nada – isto que seria a resposta ao primeiro dos enigmas –, e como no Ser podemos pensar a imanência de fins, que se expressa em última análise com o apontamento do homem como telos do processo evolutivo – um valor absoluto, por ser a “qualidade final” do Ser como um todo. Demonstrado que o homem é o valor absoluto, explicitar-se-á o que é o próprio homem, isto é, qual é sua essência, pois é a imagem de homem que oferecerá, por fim, o fundamento metafísico da ética. Este fundamento é a própria responsabilidade enquanto eidos humano, isto é, enquanto princípio que responde pelo próprio ser do homem. Complementarmente destacar-se-á que ao fundamento racional-metafísico da ética coopera um fundamento psicológico: o sentimento de responsabilidade como o elemento do ser-responsável que oferece a resposta ao problema da efetivação do dever, na medida em que se configura como a ponte que liga o querer e o dever.
