A gênese da noção de infinito na parte I da Ética de Espinosa
ANDRELINO FERREIRA DOS SANTOS FILHO
- Autor
- ANDRELINO FERREIRA DOS SANTOS FILHO
- Orientador(a)
- JOSÉ HENRIQUE SANTOS
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2001
O infinito em Espinosa tem sido objeto de interpretações contraditórias. As dificuldades em torno do assunto decorrem, em grande parte, da ausência de uma reflexão sobre a gênese deste conceito. Visando explicitar tal gênese, nosso trabalho compreende a tríplice distinção: entre a imaginação e o intelecto, entre a ordem comum da natureza e a ordem necessária da natureza e entre o infinito imaginado e o infinito inteligido. A demarcação entre conhecimento inadequado e conhecimento adequado presente na primeira, conduz à distinção entre a imagem contingencial da natureza e à sua compreensão como uma rede causal necessária e infinita, objeto da segunda. A terceira, pressupondo as anteriores, demonstra que o Deus transcendente não é mais do que a imagem do infinito; conceitualmente, ele é a substância absolutamente infinita.
