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Dissertações

A GOVERNAMENTALIDADE BIOPOLÍTICA EM FOUCAULT: IMPLICAÇÕES NA CONDUÇÃO DA FAMÍLIA E DA INFÂNCIA

Dyogenes Philippsen Araújo

Dissertação
Autor
Dyogenes Philippsen Araújo
Orientador(a)
César Candiotto
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ — PUC/PR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010Dyogenes Philippsen Araújo. A GOVERNAMENTALIDADE BIOPOLÍTICA EM FOUCAULT: IMPLICAÇÕES NA CONDUÇÃO DA FAMÍLIA E DA INFÂNCIA. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ, PR. Orientador(a): César Candiotto.1

O presente trabalho pretende abordar o modo como o binômio formado pela “família” e “infância” se viu implicado na problemática do governo biopolítico em Michel Foucault. Para tanto, incluímos nessa pesquisa os estudos produzidos no decorrer da década de setenta – em específico, dentre os anos de 1973 até 1979 –, privilegiando os cursos ministrados no Collège de France. Percebemos que a problemática família-infância cresce em importância a partir do século XVIII, na medida em que é colocada sob o pano de fundo da emergência da governamentalidade política moderna. Nas racionalidades de governo suscitadas desde então, vemos o desenvolvimento de dispositivos multifacetados que atuam de maneira articulada, tanto no corpo da criança ? algo já recorrente na pedagogia desde o século XVI ?, como também no novo corpo da população. Em se tratando da população, é visto que o biopoder.procurou apropriar-se da especificidade dos segmentos sociais que a compõem (os adultos, as crianças, a família burguesa, a família operária, etc.), gerando formas calculadas de condução em vista da melhor maneira possível de governá-la. Como bem sinaliza Foucault, a família deixa de ser considerada modelo quimérico da economia para se tornar aparelho privilegiado, estrutura de suporte à normalização, substrato medicalizado para a formação da espécie humana saudável e, desde o século XX, o local de produção do capital humano. Apesar de ter demonstrado grande interesse pelo tema, Foucault nunca chegou a desenvolver uma genealogia da família, nem da infância. Tais domínios figuram como elementos importantes que atravessam boa parte de sua obra, mas sempre em relação a outras problemáticas, sobretudo nas incursões acerca do governo dos outros.