- Autor
- Luiz Meirelles
- Orientador(a)
- Benedito Eliseu Leite Cintra
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
A presente dissertação apresenta a idéia de Justiça na Filosofia da Libertação, de Enrique Domingo Dussel. Considerando que para aquele filósofo a Filosofia se faz a partir da história, a introdução consta de um breve histórico, tanto do filósofo, como da Argentina, os caminhos que levaram o autor deste trabalho a decidir-se pela pesquisa de Enrique Dussel, bem como a exposição da tese levinasiana sobre Outro metafísico e sua influência na teoria de dusseliana. Apresenta, ainda, o sentido e método da destruição a que Enrique Dussel se refere em suas obras, destacando seu método analético de destruição da história da Ética, o qual parte do resgate dos conteúdos de eticidade existentes nas altas-culturas, anteriores ao mundo helenístico, atinge a Grécia Antiga, o medievo, o mito da Modernidade e a contemporaneidade, sempre tendo em vista a responsabilidade diante do Outro, fundamento da Ética da Libertação e da Justiça. Aborda principalmente a crítica dusseliana a Sócrates, Platão e Aristóteles, na Grécia Antiga; Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino no medievo; Descartes, Kant e Hegel, no período Moderno; Heidegger, Rorty, Habermas, Taylor e Apel do período contemporâneo.Na parte final apresenta sua proposta para uma sociedade fundada no amor-de-justiça, a partir das categorias humanas fundamentais, Erótica, Pedagógica e Política. Seguindo o método analético de destruição, apresenta a leitura dusseliana de cada uma dessas categorias ao longo dos séculos, indica os pontos críticos de cada período que levam à injustiça e vitimação da periferia e ressalta os desvios que essas categorias têm sofrido ao longo dos séculos, a necessidade de reestruturação e os caminhos possíveis para alcançar esse fim.
