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Dissertações

A IRONIA COMO FIO CONDUTOR DA OBRA KIERKEGAARDIANA: UMA INTERPRETAÇÃO A PARTIR DO PÓS-ESCRITO

Alan Ricardo Pereira

Dissertação
Autor
Alan Ricardo Pereira
Orientador(a)
Fernando Eduardo de Barros Rey Puente
Universidade
FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA — FAJE
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012Alan Ricardo Pereira. A IRONIA COMO FIO CONDUTOR DA OBRA KIERKEGAARDIANA: UMA INTERPRETAÇÃO A PARTIR DO PÓS-ESCRITO. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA, MG. Orientador(a): Fernando Eduardo de Barros Rey Puente.1

No presente trabalho, discute-se a categoria da ironia tal como esta se apresenta no Pós-escrito. A discussão, no entanto, se estende a outras obras de Kierkegaard, principalmente, à tese Sobre o Conceito de Ironia, assim como à sua obra póstuma, O Ponto de Vista. Estruturalmente, assim está dividido, além, é claro, de sua introdução e conclusão: primeiro, segundo e terceiro capítulos. Aos dois primeiros correspondem, respectivamente, duas teses nucleares a serem defendidas, a saber, identificar a ironia à esfera estética naquele e a ironia à esfera ética neste. No terceiro capítulo são apresentadas duas teses, quais sejam: justapor a ironia à esfera religiosa e mostrar a partir daí - como tese eixo - que a ironia proporciona um entendimento global do corpus kierkegaardiano. Ao longo desta dissertação, entrementes, várias outras temáticas são analisadas sub-repticiamente, por exemplo, a ideia segundo a qual Kierkegaard não é tão antihegeliano como boa parte da crítica literária parece sugerir. A investigação atenderá a dois fins metodológicos, a saber: o primeiro diz respeito a uma análise genealógica, ou seja, buscar-se-á esclarecer a obra de Kierkegaard a partir de um princípio fundamental, defendido aqui como sendo a ironia. O segundo, em total dependência do primeiro, na medida em que deriva dele, está relacionado a uma análise genético-comparativa. Isto quer dizer que se torna necessário comparar outros conceitos à ironia, dado que adquirem o mesmo significado desta. Conclui-se que a ironia se constitui como peça-chave de interpretação da labiríntica obra de Kierkegaard.