A irredutibilidade do projeto heideggferiano de """"Ser e Tempo"""" a uma antropologia filosófica.
Daniel Chirstino
- Autor
- Daniel Chirstino
- Orientador(a)
- Jordino Assis dos Santos Marques
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2001
Esta dissertação investiga a possibilidade de se interpretar o projeto heideggeriano em Ser e Tempo como uma antropologia, isto é, como um discurso que visa responder a questão sobre a essência humana. A partir da reconstrução argumentativa do projeto da analítica existencial de Ser e Tempo procura-se apontar os problemas hermenêuticos fundamentais que uma interpretação dessa natureza poderia despertar. Em seguida, ataca-se o problema da possibilidade dessa interpretação a partir das próprias interdições de Heidegger a leitura antropológica de Ser e Tempo, e fundamentalmente do Dasein, como uma idéia de homem. Saindo do campo restritivo, procura-se, então, apresentar a própria caracterização que o autor constrói a respeito de sua filosofia como ontologia fundamental. Esse passo pretende mostrar, a partir do contexto da interpretação heideggeriana de Kant, como a noção de ontologia é predominante no pensamento de Heidegger e como, através dela, o horizonte fundamental de sua filosofia é sempre o questionamento pelo sentido de ser e não a pergunta pelo essência do homem em si mesma. A objeção heideggeriana à noção de antropologia filosófica está baseada em duas vertentes fundamentais: a) a antropologia trata apenas de uma região do ser, pois tem o homem como objeto e b) a antropologia como início e/ou fim da filosofia deve, necessariamente, elevar a subjetividade do ser humano como valor maior da própria filosofia. Finalmente, a partir do exposto acima, acreditamos ter traçado o esboço do núcleo do pensamento heideggeriano em sua primeira fase.
