- Autor
- Rosa Maria Rocha Ferraz
- Orientador(a)
- Francisco Manfredo Tomás Ramos
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ — UECE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
O tema desta dissertação é a justiça em Aristóteles como virtude moral e política. Aristóteles define a justiça como uma disposição da alma. Esse conceito é resultante de uma longa evolução, em que as contribuições de Sócrates e Platão foram fundamentais. Para que se entenda o conceito de justiça, é preciso que se tenha antes o conceito de homem. Na estrutura do conceito de homem em Aristóteles, há sempre uma parte superior que comanda as inferiores. Só depois de afirmar-se como aquele cuja razão domina o sensitivo (animal), é que o homem torna-se ser ético-político. É no ambiente da cidade que ele se afirma como tal. A cidade é governada por homens livres e iguais que são geridos pelas leis. É na democracia que o cidadão grego pode ser melhor encontrado. A cidadania e a democracia relacionam-se intimamente com a escravidão, instituição que faz parte da comunidade doméstica. Junto aos escravos, convivem mulheres e filhos dos cidadãos. Nesta comunidade, existe apenas uma analogia de justiça, denominada, respectivamente, de justiça despótica, conjugal e paternal.
