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Dissertações

A Liberdade como Pressuposto da História em Hegel.

Tarcísio Alfonso Wickert

Dissertação
Autor
Tarcísio Alfonso Wickert
Orientador(a)
Carlos Roberto Velho Cirne Lima
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
1997
1997Tarcísio Alfonso Wickert. A Liberdade como Pressuposto da História em Hegel.. 1997. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Carlos Roberto Velho Cirne Lima.5

A Liberdade como Pressuposto da História em Hegel... ..História e Liberdade andam juntas, uma é dependente da outra. Para o processo da História se efetivar é preciso que isso ocorra livremente. É assim o enfoque dado à História hoje. O homem, na história, faz-se sujeito consciente de si mesmo e autoconsciente do seu livre agir. A medida dada por ele é a história concretizada e efetuada no tempo. O homem procura fazer tudo para viver o tempo eterno, para vencer a efemeridade temporal na qual ele vive. Isso tem correspondência com a História hoje, dentro de um mundo tecnicista, moderno e desprovido de paradigmas seguros e duráveis. É neste panorama de insegurança que brota a necessidade do Homem de ser sujeito co-responsável pelo processo da História e de sua moralidade. Na História hoje o homem é colocado diante da fragmentação da razão, procurando, no entanto, estabelecer relações fortes de maneira a criar éticas e programas universais. Na esfera da qual nós estamos falando, não há mais um Estado forte, totalitário. .. Em Hegel a História é fruto do processo da racionalidade, é o Ardil da Razão que determina todo percurso da vida dos homens e da sociedade em geral. O universal está sobremaneira valorizado e o indivíduo deve ter seus interesses voltados para o absoluto. Nada está fora do absoluto, tudo deve estar contido nele. Hegel se preocupa com a reconstrução racional da História e não com os fatos e acontecimentos enquanto tais. A liberdade é o reconhecimento da necessidade, mas ela é totalmente racional. A essência da liberdade é espiritual e o espírito é objeto de si mesmo, ele se autopõe. É a processualidade da efetividade da liberdade que é alcançado no Estado. Ser livre é estar junto de si mesmo, é ter consciência e autoconsciência do fato de ser livre...O Estado se objetiva nas suas leis e é nelas que cada povo mostra sua racionalidade e seu vigor interno. Consciência e Constituição são singularidades de cada povo em sua constituição política e educacional...Todos os Estados estão sempre sendo julgados pelo Tribunal da História, pois este é o juízo e fim último que deve ser atingido. O que tem validade é o fim a ser alcançado, a História Universal. O fim é a universalidade, o Absoluto que retorna sobre si mesmo.