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Dissertações

A liberdade de Julgar: Por uma Ètica da Responsabilidade em Hannah Arendt

Rosangela Almeida Chaves

Dissertação
Autor
Rosangela Almeida Chaves
Orientador(a)
Adriano Naves de Brito
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005Rosangela Almeida Chaves. A liberdade de Julgar: Por uma Ètica da Responsabilidade em Hannah Arendt. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GO. Orientador(a): Adriano Naves de Brito.2

O objetivo deste trabalhio é mostrar como Hannah Arendt vai buscar na capacidade dos seres humanos de julgar a possibilidade de construção de uma ética, não uma ética calcada em principios e normas fixos, e que se pretenda trasncendente e universal, mas assentada sobre a nossa atitude de responsabilidade para com os outros e com o mundo.O ponto de partida é a investifgação da autora sobre o mal totalitário, que ela prim,eiramente definiu como um mal radical, para depois, após presenciar o julgamento do criminoso nazista Adolf Eichmann em Jerusalém, abordá-lo com base em outra perspectiva: não mais referindo-se à sua radicalidade, mas ao que se chama de banalidade, relacionando i mal à ausencia de pensamento. No entanto, essa definição de Arendt ainda se revelou insuficiente, tendo em vista que a atividade do pensamento conduz no máximo a uma moralidade negativa, já que pode fazer com que o homem se abstenmha de fazer o mal, mas não o conduz necessariamente à partica do bem. Para tanto, o pensamento precisa associar-se a outra faculdade espiritual: faculdade do juízo, a nossa habilidade de distinguir o certo do errado. Essa faculdade é analisada por Arendt tendo como conceitos norteadores os referentes ap juizo estetico reflexionante desenvolvidos por Kant na sua Crítica do Juízo, a saber, os conceitos de imparcialidade, intersubjetividade, mentalidade alargada, cominicabilidade e sensus communis. Com base na investigação desses conceitos, demontsramos que o juizo, na visão arendtiana, é uma atividade espiritual eminentemente politica, porque sempre leva em conta os juízos alheios,ainda que potenciais.Por fim, retornando ao caso Eichmann, refetimos sobre alguns aspectos relacionados a ele, à luz da teoria do julgar arendtiana e também das ideias da autora sobre culpa e responsabilidade. E argumentamos que épossivel entrever na teoria do juízo de Arendt o surgimento de uma concepção de ética sustentada na atitude de responsabilidade do sujeito para com os outros e com o mundo.