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Dissertações

A liberdade individual no Contrato Social

Carlos Mario Paes Camacho

Dissertação
Autor
Carlos Mario Paes Camacho
Orientador(a)
Edson Peixoto de Resende Filho
Universidade
UNIVERSIDADE GAMA FILHO — UGF
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2008
2008Carlos Mario Paes Camacho. A liberdade individual no Contrato Social. 2008. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE GAMA FILHO, RJ. Orientador(a): Edson Peixoto de Resende Filho.3

O tema da liberdade individual quer de uma maneira direta ou indireta, esteve presente no pensamento filosófico. Jean-Jacques Rousseau que viveu na Europa do século XVIII um dos filósofos que mais se preocuparam com tal tema. O século XVIII francês foi considerado pelos filósofos e historiadores como “o século das luzes”. Este, tornou a razão e a busca do conhecimento em metas a serem atingidas pelos homens. O Iluminismo deveria combater a ignorância a ignorância e estimular o conhecimento científico e a educação. A Filosofia Iluminista não se restringiu ao pensamento filosófico e científico, pois disseminou-se igualmente para os domínios da política e economia. Logo, os fundamentos do liberalismo foram oriundos do Iluminismo. Isto posto, na economia, o liberalismo propunha de uma maneira geral, que as atividades econômicas fossem aquilatadas pela lei da oferta e da procura. Na política, o liberalismo sustentava o contratualismo que legitimava o governo constitucional e condenava o absolutismo monárquico. Jean-Jacques Rousseau comungou de idéias e valores do Iluminismo e Liberalismo. Todavia, se, em alguns aspectos, ele não rompeu com esses valores, em outros ele promoveu uma verdadeira ruptura. As noções de pacto social, poder soberano, vontade geral e a liberdade individual, desenvolvidas pelo filósofo, contém aspectos da filosofia iluminista e das concepções liberais modernas, embora o autor resgate a liberdade da Antigüidade clássica. Nesse sentido, além de não conceber a liberdade do cidadão na perspectiva individualista, ele resgata o espaço público e a obediência à lei e à vontade geral como determinantes para o exercício da liberdade. O pensador de Genebra retoma em O Contrato social a noção de liberdade dos antigos, que prevê uma forma de participação direta dos cidadãos na vida política. Por isso, a comunidade política concebida pelo pensador na obra examinada nesta dissertação prevê a criação de cidadãos virtuosos, portadores de uma moral que os tornem capazes de interiorizarem o pacto social e a vontade geral. Daí, a eterna atualidade do pensador e de sua obra como fontes para se pensar o mundo atual.