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Dissertações

A liberdade prática na crítica da razão pura de Kant: O problema da compatibilidade entre a solução crítica da Terceira antinomia e o Cânone

Fabiano Queiroz da Silva

Dissertação
Autor
Fabiano Queiroz da Silva
Orientador(a)
ZELJKO LOPARIC
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010Fabiano Queiroz da Silva. A liberdade prática na crítica da razão pura de Kant: O problema da compatibilidade entre a solução crítica da Terceira antinomia e o Cânone. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, SP. Orientador(a): ZELJKO LOPARIC.2

Ao afirmar no Cânone da Crítica da Razão Pura: “A liberdade prática pode ser.provada por experiência” (Die praktische Freiheit kann durch Erfahrung bewiesen werden) (KrV,.A 802/ B 830), Kant impõe ao intérprete uma série de dificuldades com respeito aos conceitos de.“liberdade” e de “experiência” que outrora apresentou na Terceira antinomia, pois mediante o.conflito antinômico e sua solução crítica, apenas provou que a liberdade é logicamente possível.por poder ser pensada em outro domínio que não o fenomênico, não podendo, portanto, ser.provada por experiência. Nesse sentido, apresenta-se um aparente problema de compatibilidade,.que diria, por ora, semântico; apresentarei duas correntes possíveis de soluções: a solução lógica,.isto é, de uma resolução do problema mediante a verificação da compatibilidade ou.incompatibilidade conceitual; e a solução genética, ou seja, de uma resolução do problema por.meio de considerações baseadas nos diferentes períodos de produção do texto kantiano. Contudo,.desenvolverei, como hipótese principal, a leitura semântica --- uma das soluções lógicas proposta.por Loparic. Em tal leitura, defende-se que o impasse entre a solução crítica da Terceira.antinomia e o Cânone surgiu pelo fato de Kant não dispor um domínio de sensificação distinto da.experiência cognitiva, em relação ao qual o conceito de liberdade prática, no Cânone, poderia ser.provado sem perder o seu caráter crítico, ou seja, sem abandonar o pressuposto da liberdade.transcendental (Loparic, 1999b, p. 21).