A Linguagem como Instancia Ontológica na Hermeneutica Filosófica de Hans Georg Gadamer
Régio Mermilton Ribeiro Quirino
- Autor
- Régio Mermilton Ribeiro Quirino
- Orientador(a)
- Custódio Luis Silva de Almeida
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
Apresentação e discussão, através do desenvolvimento mínimo de reconstrução, da concepção da linguagem na hermenêutica filosófica de Hans-Georg Gadamer, filósofo alemão contemporâneo. Este estudo revela-se no centro da discussão filosófica atual, pois se tem a compreensão de que a linguagem é o centrum da filosofia. O ato de fazer filosofia transita obrigatoriamente, hoje em dia, por uma discussão lingüística. Deste modo, o estudo sobre a compreensão específica de alguma área do conhecimento, mas todo e qualquer entendimento passa por este caminho. Compreender é uma exigência humana radical, ou seja, há uma busca de sentido constante no ser humano, caracterizando, assim, uma continuidade hermenêutica no seu modo de ser. Para Gadamer, tanto a interrogação desta continuidade quanto a resposta a ela ocorrem na linguagem. Na concepção gadameirana, a linguagem não é mero instrumento, mas é médium da compreensão, ou seja, a linguagem tem uma instância ontológica, pois revela o sentido das coisas, do mundo, a própria compreensão. Deste modo, tudo o que é compreendido é linguagem. A linguagem é, então, acontecimento, especulação e abertura de sentido. Sendo assim, a hermenêutica filosófica deve ir mais além do que decodificação e interpretação de textos antigos. É um modo de constituição de sentido para o ser humano inserido na tradição, não num manual de ?compreensão certa?, mas o ?como? se compreendem as coisas. Para se demonstrar isso nesta dissertação, segue-se a mesma trilha produtiva de Gadamer, apresentando inicialmente a experiência da obra de arte, a historicidade e em seguida, o próprio exercício da compreensão, que só ocorre na linguagem. Ontologia e linguagem, em Gadamer, estão imbricadas.
