- Autor
- Carlos Monteiro Junior
- Orientador(a)
- Maura Iglésias
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
A dissertação pretende, a partir da análise das teses - o convencionalismo de Hermógenes e o naturalismo de Crátilo - apresentadas por Platão no diálogo Crátilo acerca da correção dos nomes e de suas respectivas refutações, realizar uma reflexão sobre modo como Platão irá direcionar as investigações filosóficas em relação à linguagem e, ainda, ressaltar a importância de tal diálogo não só para o pensamento platônico mas, também, para a preservação de algumas das primeiras discussões em torno da linguagem na história do pensamento humano. Esta dissertação é fruto de uma investigação mais geral que pretende analisar a relação, no contexto da filosofia grega, entre a filosofia e a sofística (retórica). Entre os comentadores é comum encontramos a ideia de que no século V e início do IV a.C, houve, por assim dizer, uma batalha, iniciada por Platão, entre a filosofia e a sofística, visando o monopólio intelectual na sociedade grega. E uma discussão capital neste embate entre a filosofia e a sofística diz respeito às funções, poderes e limites do logos. Então, ao analisar o Crátilo pretendemos perceber as particularidades platônicas em relação a tal discussão sobre a linguagem.
