- Autor
- João Ferreira dos Santos
- Orientador(a)
- Andre Leclerc
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2000
Este trabalho procura mostrar que, em que pese toda crítica sofrida pela filosofia de Descartes, é ela que possibilita romper uma longa tradição histórica que colocava o homem mais como admirador do que como agente e constitui fator obrigatório para todo aquele que queira desenvolver um conhecimento com base em fundamentos, constituídos logicamente e, passíveis de verificação. Chama a atenção para o fato de que, passados quatro séculos, os preceitos cartesianos são devidamente aplicados, com muita naturalidade, em muitos procedimentos dos afazeres da vida cotidiana. Aborda o pensamento de Descartes a partir de um pequeno histórico do método de análise geométrico, fazendo algumas considerações sobre Pappus de Alexandria e sobre sua relação com o método de análise - e - síntese. Mostra a preocupação de Descartes com um pensar racional nos moldes da matemática, em que toma a """"mathesis universalis"""" como a ciência que se estende a tudo que comporta a ordem e a medida. Aborda a unidade das ciências, tratando da sua aquisição e da limitação do conhecimento, como fruto do uso da intuição e da dedução e mostra que a partir da concepção da """"mathesis universalis"""" Descartes desenvolve os princípios gerais do seu método, onde a ordem da análise indica o verdadeiro caminho pelo qual uma coisa foi metodicamente inventada, e a ordem da síntese refaz, em sentido inverso, o caminho percorrido pela análise. Aborda a geometria como demonstração do método empreendendo uma análise das naturezas simples e compostas. Mostra a importância que Descartes atribui ao uso das figuras nas demonstrações, e que sua filosofia pode ser tomada como uma doutrina que, na busca do conhecimento, tem a razão como a única autoridade.
