- Autor
- ALEXANDRE HENRIQUE DOS REIS
- Orientador(a)
- VIRGINIA DE ARAUJO FIGUEIREDO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
O presente trabalho parte de um pressuposto: Kant, Schopenhauer e Nietzsche constituem um momento de crise do conceito de razão na modernidade. Kant assinala a crise e demonstra os limites do conhecimento humano: a coisa em si é aquilo que não se pode conhecer. Schopenhauer procura na vontade, entendida como essência do mundo, uma compreensão da totalidade e acredita que, por meio do sentimento do sublime, seja possível uma experiência estética desinteressada do próprio mundo. Nietzsche, por sua vez, desenvolverá, em O nascimento da tragédia, uma metafísica voltada para a arte, uma tentativa de compreender o teatro grego e o problema do trágico como totalidade. O conhecimento científico é impotente e carece de forças perante as musas da tragédia. A experiência estética, ao contrário, é capaz de se voltar para aquilo que escapa à ciência: a questão mais fundamental que procura afirmar a vida e a existência, eis a metafísica nietzscheana de Dioniso que, ao contrário de uma negação da vontade de vida, volta-se dialeticamente para a aparência, para a ilusão apolínea da arte, ao preservar o fundo essencial do dionisíaco. Nietzsche, o objeto do presente estudo, ficará frente a frente com seu mestre Schopenhauer: e veremos que dois caminhos bastante díspares resultam desse momento crítico da razão moderna: a filosofia kantiana.
