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Dissertações

A moral formal de J. Habermas e a primeira escola de Frankfurt

HENRIQUE MARDER DA ROSA

Dissertação
Autor
HENRIQUE MARDER DA ROSA
Orientador(a)
Ricardo Timm de Souza
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005HENRIQUE MARDER DA ROSA. A moral formal de J. Habermas e a primeira escola de Frankfurt. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Ricardo Timm de Souza.2

A Escola de Frankfurt compreendeu mais de uma geração de pensadores, bem como diversas linhas teóricas. Progressivamente, foi se distanciando do marxismo, que ainda tinha esperança na capacidade emancipatória da razão frente ao mundo administrado, passando a empreender uma crítica endógena da razão, de modo a torná-la substancialmente consciente de suas próprias limitações frente ao que lhe é externo. Esta é a orientação da primeira geração da Escola de Frankfurt, cujos expoentes foram Theodor W. Adorno e Max Horkheimer, autores da obra referência Dialética do Esclarecimento. Mas as mudanças teóricas tiveram continuidade. Uma segunda geração da Escola de Frankfurt, que teve como representante maior o filósofo Jürgen Habermas, empreendeu duras críticas a Adorno e Horkheimer, acusando-os de terem recaído em uma contradição performativa, ao permitirem a crítica da razão com a razão, bem como de terem sublinhado apenas os aspectos negativos da Modernidade, insistindo em uma crítica extremamente pessimista e que não abre qualquer caminho. Neste trabalho, após um pequeno apanhado sobre desenvolvimento histórico do Instituto de Pesquisas Sociais, o autor expõe as críticas de Habermas a Adorno e Horkheimer e, em seguida, tenta demonstrar que tais ataques não comprometem as bases do pensamento da primeira geração da Escola de Frankfurt.