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Dissertações

A mudança nas ciências segundo Paul Feyerabend

TIAGO LUÍS TEIXEIRA DE OLIVEIRA

Dissertação
Autor
TIAGO LUÍS TEIXEIRA DE OLIVEIRA
Orientador(a)
PATRÍCIA MARIA KAUARK LEITE
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2011
2011TIAGO LUÍS TEIXEIRA DE OLIVEIRA. A mudança nas ciências segundo Paul Feyerabend. 2011. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, MG. Orientador(a): PATRÍCIA MARIA KAUARK LEITE.2

Este trabalho é uma exposição geral da filosofia da ciência do austríaco Paul Feyerabend (1924-1994) no que concerne ao problema da mudança científica. O pensamento de Feyerabend se desenvolve dentro de discussões metodológicas e epistemológicas marcadas pela disputa entre o positivismo lógico e o racionalismo crítico. Disputa essa que vê surgir o novo elemento historicista cuja introdução entre ouros, deveu-se a Thomas Kuhn e Paul Feyerabend. Organizamos o nosso texto de forma a abordar primeiramente a crítica feyerabendiana ao modelo empirista de troca teórica, nomeadamente a lógica da redução (Nagel) e da explicação (Hempel e Oppenheim). No nosso primeiro capítulo abordamos a recusa de Feyerabend à ideia de neutralidade da linguagem observacional e das condições de consistência e estabilidade dos termos exigidos, segundo ele, pela interpretação instrumentalista das teorias. Nosso segundo capítulo realiza um percurso semelhante com relação ao racionalismo crítico. O modelo falsificacionista é demonstrado insuficiente por razões metodológicas e históricas. Discutimos no nosso texto a atribuição do “desvio relativista” à aproximação historicista do autor. Expomos a contraposição de Feyerabend à noção de verossimilhança. Contra essa ideia o filósofo estabelece que uma comparação por conteúdo ignora que uma mudança teórica pode ocasionar uma mudança ontológica. Nosso terceiro capítulo desenvolve melhor as ideias incipientes nos anteriores, de modo a situar a filosofia feyerabendiana no interior de sua opção metodológica pelo realismo. Nesse último capítulo discutimos o realismo hipotético, a comensurabilidade teórica e o famigerado anarquismo, concluindo sobre a possibilidade de uma nova racionalidade atenta aos temas introduzidos pelo autor.