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Dissertações

A necessidade e a convivência: o conceito de Estado em Espinosa

Dael Luis Prestes Rodrigues

Dissertação
Autor
Dael Luis Prestes Rodrigues
Orientador(a)
Nythamar Hilario Fernandes de Oliveira Júnior
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005Dael Luis Prestes Rodrigues. A necessidade e a convivência: o conceito de Estado em Espinosa. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Nythamar Hilario Fernandes de Oliveira Júnior.2

O presente trabalho de dissertação de mestrado objetiva empreender o caminho que leva a compreensão da noção de estruturação do Estado, na obra do filósofo holandês Baruch de Espinosa. O Estado será entendido como instância de poder no âmbito coletivo e evidentemente humano, imbuído na busca de regulação e do equilíbrio das paixões ou afecções individuais. Objetivaremos encaminhar uma análise da manifestação e surgimento do Estado enquanto um patamar de característica de poder real e natural, estruturado pelo homem e que se pauta no sentido de prover e de certo modo, garantir a possibilidade de uma vida consubstanciada por uma organização, pela tranqüilidade e bem estar de vida dos entes humanos em comunidade. Se observarmos o desenvolvimento da concepção de ética pelo autor, constataremos que os homens, em face de sua natureza, anseiam de modo preciso e necessário permanecer na vida, numa constante e persistente manutenção na atualidade. Desse movimento intrínseco, particular e primordial veremos surgir de modo real os conflitos na própria esfera humana ampliados, fonte potencial de tais conflitos em face dessa própria potencialidade que carrega e que encaminha todos a lutarem para continuar a participar da existência.. De modo análogo e concomitante, a instituição do Estado será o efeito que se seguirá na tentativa humana de estruturar um ente de natureza mais ampla, seguro e que agregue valores e características humanas na sua afirmação. Será o Estado o grande ente engendrado, construído pelo gênero humano para que se possibilite, enquanto entes racionais, mas que também sujeito as paixões, o garantir a todos os membros de uma determinada comunidade ou cidade uma convivência tranqüila e produtora. Nesta condição, cada ente humano como cidadão em sua potência e afirmação real poderá garantir que seus direitos sejam respeitados, suas potencialidades plenamente desenvolvidas e suas existências coroadas de êxito. Nesse contexto público mostrar-se-á as características, devidamente aconselháveis, a um Estado bem assentado que, entre outras coisas, observe a separação das idéias religiosas de seu seio, que permita a livre manifestação de opinião, que mantenha a interessante coexistência com outros Estados em sua atuação e que procure instituir uma administração eminentemente democrática. Regime, aliás, segundo Espinosa, como sendo o mais apropriado à natureza humana.