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Dissertações

A neurodinâmica pode explicar a consciência? Uma análise da proposta de Walter Freeman

Rodrigo Travitzki Teixeira de Oliveira

Dissertação
Autor
Rodrigo Travitzki Teixeira de Oliveira
Orientador(a)
João de Fernandes Teixeira
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS — UFSCAR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2006
2006Rodrigo Travitzki Teixeira de Oliveira. A neurodinâmica pode explicar a consciência? Uma análise da proposta de Walter Freeman. 2006. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS, SP. Orientador(a): João de Fernandes Teixeira.2

Este trabalho é uma análise crítica do modelo neurodinâmico de Walter Freeman em seus diversos aspectos, em especial a concepção da consciência enquanto um “parâmetro de ordem” que restringe a dinâmica cerebral. Segundo nossa pesquisa, esta concepção de consciência fundamenta-se não só em dados empíricos, mas em pressupostos como: 1) a valorização da metáfora matemática para explicar a natureza e o homem; 2) a consciência enquanto ação “racional” integradora, que limita e seleciona as flutuações locais. Foram encontradas algumas lacunas no modelo, como o próprio autor admite, e outras interpretações para alguns resultados empíricos. Assim, o significado dos padrões neurodinâmicos encontrados pelo autor permanece em aberto. O emergentismo de Freeman .define-se pela negação do dualismo e do reducionismo, fundamentando-se na causalidade circular entre o todo e as partes. Causa motora (e material, entendemos) da base para o topo, e causas formal e final do topo para a base. Consideramos tratar-se de uma solução “pragmática” para o chamado problema mente-cérebro, a fim de possibilitar uma maior “aceitação científica” dos efeitos da mente sobre o corpo, contribuindo para uma mudança de paradigmas na neurociência. Para Eliasmith, o principal papel da dinâmica não-linear seria a descrição, discussão e análise de sistemas cognitivos complexos, como o cérebro. A interpretação das informações e padrões dinâmicos encontrados, contudo, não é evidente nem consensual. Este trabalho corrobora tais conclusões no caso particular do modelo de Walter Freeman, destacando, ainda, um papel “não científico” para seu trabalho, no sentido de valorizar os efeitos sistêmicos da consciência sobre o corpo.

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